Mensagem Evangelho – Quarta-Feira da Semana Santa…

“O QUE ME DAREIS SE VOS ENTREGAR JESUS?” ( Mt 26, 14-25)

Na Semana santa é evidenciado o drama do ser humano frente ao mal. Estar com Cristo ou contra Cristo. Ficar com ele ou estar contra ele. É a hora da escolha. Os evangelhos apresentam o ser humano diante de uma escolha. As autoridades, sejam políticas ou religiosas, o povo manipulado, os que caminham com Jesus, todos estão sob o juízo de Deus. Na traição de Judas observamos o entrelaçamento dos desígnios de Deus e o livre agir do homem. Judas agiu livremente. Embora estava dentro do desígnio divino, Judas poderia ter agido de outra forma. Ter optado por outro caminho. Mas preferiu o dinheiro, motivado pelas suas paixões e pela sua cobiça, decidiu livremente vender a Vida. Mal sabia ele, que estava vendendo o próprio autor da vida, ao decidir contra Cristo estava dando também a sua própria sentença, decidiu viver longe da companhia de Jesus. Pensemos também em nossas atitudes. Quantas vezes trocamos a família, por bagatela (objetos sem valor). Vendemos a joia e ficamos com bijuteria.  Somos livres, e o que estamos fazendo com nossa liberdade? É perigoso brincar com a vida! A liberdade é um dom, mas seu reto uso é uma conquista. Fomos criados para a liberdade, estar com Cristo torna os seus seguidores livres. Judas estava com Cristo, andava com Cristo, mas não pertencia a Cristo. Seu coração se deixou prender pelas paixões desordenadas, afastando-o pouco a pouco do caminho, da verdade e da vida. Comia na mesma mesa com Jesus, mas seu coração, estava cheio de si mesmo, e, portanto vazio de Deus. Quando o coração esta cheio de si, Deus permanece de fora. Só quando somos capazes de esvaziar-se de si mesmo, só então o coração se enche de Deus. Onde está Deus, ai está à verdadeira liberdade, o verdadeiro bem. Onde Deus não cabe, ali o cobiça, a ganância, o adultério, as traições, a busca pela fama, e pelo poder, dilaceram a pessoa humana, destrói as relações familiares e o tecido social. Todas as relações vão sendo impregnadas pela mentira, pela falsidade, pela hipocrisia. Seja na esfera política, seja na religiosa. Quando as relações sociais são permeadas pela mentira, nossa relação com Deus também se torna frágil, e mentirosa. Vamos nos acostumando com a graça, e não deixamo-nos transformar pela Palavra de Deus. A graça de Deus não mais penetra no coração, nos tornamos impermeável. Acostumamo-nos com a Eucaristia, fazemos coisas na Igreja, mas o coração está carcomido pelo pecado, assim nos tornamos traidores do Mestre, adúlteros, mentirosos e hipócritas. Assim, estamos com ele, comemos com ele, mas não somos dele. Porque nosso coração está cheio de nós mesmos e vazios da graça de Cristo. Diante da fragilidade humana, Jesus se firma na fidelidade do Pai, e não nosso sim tão frágil. Diante das dificuldades, traições e dores sofridas neste mundo, firmemos nosso coração em Cristo e na sua fidelidade. Confiemos mais nele, e não em nós mesmos e nos outros. Deus não nos decepcionará.

Padre Reginaldo José da Silva. – Cura da CatedralPeReginaldo

Procissão do Encontro – 2014

As quatros paróquias de Guaxupé com seus pastores e fiéis – realizou nesta Terça-feira santa a “Procissão do Encontro” – demonstração de Unidade – Dom Lanza proferiu a Homilia em que atualizou as dores vividas pelas famílias e a Sociedade – e rezou por todos os presentes… invocando a benção de Nossa Senhora das Dores sobre todos…1.11.2 1.3 1.4

Terça-feira da Semana Santa…

                  “UM DE VÓS ME ENTREGARÁ” ( Jo 13, 21-33.36-38)

Jesus está amesa com seus discípulos. Estar à mesa é maior sinal de amizade, de fraternidade. Sentar com alguém a mesa para a refeição é sinal máximo de intimidade. Os discípulos foram chamados a intimidade com Jesus, a conhecer o Mestre e deixar-se conhecer por ele. Jesus conhecia bem cada um dos seus, assim como conhece a fundo cada um de nós. Ao redor da mesa, Jesus deixa os discípulos desconcertados, afirmando que um dentre eles irá o trair. Eles perguntam: “Senhor que é?” Jesus afirma que “aquele que eu der o pedaço de pão passado no molho”, e em seguida o dá a Judas.  O evangelista diz que naquele momento Satanás, entrou em Judas. Judas que foi chamado a ser amigo tornou-se adversário de Jesus. Nesta semana santa, ao meditar sobre os últimos passos de Jesus e observar toda a trama de sua vida devemos olhar para nós mesmos. Precisamos perguntar: será que eu não sou também um traidor (a), de Jesus. As vezes sentamos a mesa com ele, comungamos, mas ao sair da Igreja, fazemos tudo ao contrário daquilo que aprendemos. Jesus nos pediu para perdoar e continuamos insistindo a guardar rancor e amargura; pediu-nos para rezar para aqueles que nos perseguem e caluniam, e persistimos a maldizer, virar o rosto  para os que nos criticam. Pediu-nos para partilhar e nós continuamos a viver egoisticamente, no orgulho e na nossa autossuficiência. Como Judas não entendeu o projeto de Jesus, também não entendemos o projeto do Reino, e por esta razão o traímos. Jesus foi traído pelos que eram de dentro, os que estavam com ele todos os dias. Os inimigos da Igreja não são os de fora, mas muitos falsos amigos de Jesus que estão dentro dela. Quem destrói a Igreja de Jesus somos nós mesmos, os cristãos católicos, que damos mal maus exemplos, vivemos de forma dúbia, levamos uma vida dupla; somos adúlteros, mesquinhos, egoístas, avarentos, gananciosos, invejosos e corrompidos pela maldade. Torçamos por dinheiro, a vida eterna. Às vezes como Judas estamos com Jesus, fazemos coisas para ele, e não somos seus amigos, não somos dele. Que possamos meditar, cada um fazer uma profunda análise de sis mesmo, da sua vida cristã, e termos coragem de acusar-se a si mesmo e pedir a Jesus perdão e recomeçar. Deus é bom, e sabe que nós somos. E nos oferece a oportunidade de conversão, nos oferece sua amizade, sua bondade e amor.

Pe.Reginaldo José da Silva – Cura da CatedralPeReginaldo

Mensagem do Evangelho – Segunda -Feira da Semana Santa 2014

SACRIFICAR A DEUS O QUE SE TEM DE MELHOR (Jo 12, 1-11)

No evangelho de hoje, Maria irmã de Lazaro e de Marta unge Jesus com um perfume caríssimo. Maria unge os pés de Jesus e enxuga com seus cabelos. A Casa ficou cheia do perfume do bálsamo. Judas faz duras criticas a Jesus. Aquele gesto é um desperdício de dinheiro. Como é difícil para os avarentos, gananciosos, entenderem gestos de amor gratuitos!  Judas não compreende a lógica do amor. Quantos Judas existem em nossas comunidades, ou dentro de nós mesmos! Maria ama Jesus, e encontrou um jeito de manifestar este amor a ele. Oferece-lhe o que ela possui de melhor, o perfume de nardo puríssimo. O gesto de Maria é a expressão de uma fé e de um amor profundo que sacrifica a Deus tudo o que há de mais precioso. Deus espera de nós não grandes coisas, mas pequenos gestos de amor. Os pequenos gestos oferecidos com amor são como perfume suave, de odor refrescante que exala seu cheiro e chega ao coração de Deus. Jesus reprende Judas e acolhe o gesto de Maria.  Deus aceita nossos gestos de amor, aquela oração simples, aquele olhar de amor. Percebemos em nossas Igrejas pessoas que as vezes adentram em nossas comunidades e colocam aos pés do altar, ou no Santíssimo, ou aos pés de algum santo uma pequena flor, as vezes já murcha, mas que é oferecida com tanto amor. Muitos olham algum gestos e talvez no coração julgam-nas como Judas fez.  Maria ofereceu a Jesus o melhor que ela possuía. E você, e eu estamos oferecendo a Jesus o que há de melhor? Ou será que estamos dando-lhe as nossas sobras. A sobra do nosso tempo, a sobra dos nossos bens, a sobra de nosso amor. Quando fazemos as coisas, correndo de lá para cá, num frenesi constante será que estamos preocupados em dar a Jesus o nosso melhor perfume. O que agrada a Deus são gesto, atitudes e palavras carregadas de amor. Mas amor GRATUITO, que não cobra, não exige. Obras assim são perfumes que enche a casa do coração. Exalam um odor agradável e desfaz o mau cheiro do pecado que a ganância, a avareza produz em nosso coração.  O amor produz perfume de agradável odor. O pecado exala mau cheiro, torna o coração, a casa que é morada de Deus fétida. Ofereçamos hoje o que temos de melhor a Jesus. Com quem nós parecemos com Judas ou com Maria? Pensemos nisto.

Padre Reginaldo José da Silva.

Cura da Catedral -PeReginaldo

Agradecimento do Padre Reginaldo Silva – Cura da Catedral

GRATIDÃO Queridos amigos o salmo 115 diz: “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo que ele fez em meu favor”. Venho agradecer as tantas felicitações recebidas pelo meu aniversário. Através de tantos gestos de ternura de vocês, pude sentir a proximidade da graça de Deus, sua bondade em minha vida. Vamos aprendendo que a vida neste tempo é curta demais, passageira, e que a vida é o melhor pre…sente de Deus para nós. Como é bom viver. Louvo a Deus pela vida, nela se manifesta o amor poderoso e misericordioso por seus filhos e filhas. Há pessoas que se entristecem pelo avançar da idade, têm medo de dizer a idade que tem, tem medo da velhice. Para mim cada ano tem um sabor de eternidade, a vida com o tempo se desgasta, enfraquece exteriormente, mas se robustece interiormente pela fé, pela esperança, pela certeza de vida que vai além do tempo. Cada fase da vida é maravilhosa. Hoje é melhor que ontem, amanhã será muito melhor que hoje, depende de mim, das minhas escolhas e motivações do meu hoje. Não tenho medo de envelhecer, tenho medo da loucura de querer viver como se Deus não existisse. Sem Deus não a vida verdadeira. Porque este mundo e esta vida no tempo irão passar. Mas o Senhor que nos deu a Vida não passará, quem vive nele, não morrerá jamais. Tenho aprendido a não valorizar tanto as coisas, mas as pessoas. Valorizo não os presentes, mas os relacionamentos construídos, as amizades, os gestos de ternura de amor, aqueles gestos que enriquecem nosso coração: lealdade, consideração, atenção, partilha. Por tudo este carinho manifestado a mim, só posso dizer a todos: Deus lhes pague e abençoe abundantemente! Padre Reginaldo José da Silva.

Mensagem Evangelho – 04 Abril 2014

“QUERIAM PRENDÊ-LO, MAS AINDA NÃO TINHA CHEGADO A SUA HORA” (  Jo 7,1 -2.10.25-30) Jesus enfrentou uma oposição cerrada no seu ministério, e ao longo de toda sua vida. Não foi aceito, tão pouco compreendido por muitos líderes religiosos e políticos de sua época. Apesar dos seus opositores, Jesus não deixou de cumprir sua missão. Tinha consciência que a sua missão, foi recebida das mãos do Pai. O Pai o havia enviado, fazia tudo que o Pai mandava. Não veio para agradar os homens, mas para salvá-los. Não veio para se compactuar com a mentira, tão pouco de deixar corromper, comprar ou vender. Sua vida estava segura nas mãos do Pai. Sua exigia fidelidade absoluta a Deus. Muitos julgavam que o conheciam, sabiam quem ele era. Jesus revestido de coragem, não fugiu a luta, enfrentou a turba. Não se fez de vítima, mas enfrentou o peso da missão, confiando sempre no Pai. Podemos afirmar que a missão que Deus confiou a nós, é também exigente. Exige coragem, fortaleza para enfrentar a vida, as situações complicadas, embaraçosas todos os dias. Não podemos fugir da raia, ou nos enclausurar dentro da nossa casa, ou dos nossos esquemas, nos sentido vítimas, dizendo que ninguém gosta de nós, se fazendo de coitadinhos. Não . Esta não é uma atitude de quem tem fé, tem confiança em Deus. Quem confia caminha, perdoa, enfrenta a vida, enfrenta as situações, encara os problemas de frente por mais complexos que sejam. Um cristão não pode ser covarde, desistir porque encontrou resistência, ou porque foi criticado, chamado atenção, ou corrigido. A fé exige maturidade. Pessoas maduras, não desistem, porque foram criticadas. Mas analisam, pedem perdão, perdoa e segue em frente. Os que possuem uma fé imatura se tornam infantis. São inseguros, buscam mais a si mesmos, por esta razão tem medo de enfrentar os outros. Estão preocupados com sua imagem, buscam a glória de si mesmo, e não a glória de Deus. Escondem- se, se fecham, são inseguros e medrosos. Jesus mesmo sabendo que não é bem quisto, não deixou de fazer o que tinha a realizar. Não dependia da aprovação dos homens. Sua missão era vinda de Deus, o Pai havia lhe confiado à missão de salvar. Ao olhar para a vida e missão de Jesus, sentimo-nos impulsionados a caminhar, em meio às pedras, espinhos, obstáculos, sempre abertos à graça do Espírito Santo, para realizar o querer de Deus e nunca nossa vontade. Nossa vida está nas mãos do Pai. Com coragem e fortaleza caminhemos sem medo! Padre Reginaldo José da Silva – Cura da Catedral diocesana…PeReginaldo

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